Quando estamos a morrer ou já sofremos uma perda catastrófica, todos passamos por cinco diferentes estados de dor. Entramos em Negação, porque a perda é tão impensável que não conseguimos pensar que é verdade. Ficamos irritados com todos, com os pais, com nós mesmo. Então tentamos negociar, imploramos, Suplicamos. Oferecemos tudo o que temos, oferecemos a nossa alma na troca de mais um dia. Então quando a negociação falha e a raiva é muito difícil de manter, caímos na depressão, no desespero, até que finalmente temos que aceitar que fizemos tudo o que podíamos fazer. Deixamos ir. Deixamos ir e passamos para a aceitação.
O Sofrimento pode ser uma coisa que todos nós temos em comum, mas é diferente em todos. Não é a morte que temos apenas de lamentar. É a vida. A perda. A mudança. E quando perguntamos porque é que tem que ser tão mau, às vezes, e doer tanto. A coisa que nós temos de tentar lembrar é que pode se transformar num centavo. Isso é como ficar vivo. Quando dói tanto que não consegues respirar, é assim que sobrevivemos. Ao lembrar que um dia, de alguma forma, possivelmente, não te vais sentir assim. Não vai doer tanto. O sofrimento vem no seu tempo para todos, à sua maneira. Assim, o melhor que podemos fazer, o melhor que toda a gente pode fazer, é tentar a honestidade. A coisa mais parva, a pior parte do sofrimento é que não o podes controlar. O melhor que podemos fazer é deixar sentir isso quando vem. É deixá-lo ir quando podemos. A pior parte é que no minuto que pensas que já o passaste, começa tudo outra vez. E tira nos sempre a respiração. Há cinco fases de sofrimento. São sempre diferentes em todos nós, mas há sempre cinco.
Negação. Raiva. Negociação. Depressão. Aceitação.
Negação. Raiva. Negociação. Depressão. Aceitação.

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