quarta-feira, 26 de outubro de 2011



Deitei-me na cama, fechei os olhos e dei por mim a olhar-te nos olhos e a dizer-te "Amo-te, por favor nunca me deixes".
Dei por mim a olhar para as nossas mãos enquanto andávamos pela rua.
Dei por mim a pensar em ti, em nós, nos nossos momentos.
Dei por mim a querer passar mais tempo contigo.
Dei por mim a ter cenas de ciumes.
Dei por mim a chorar por tua causa.
Dei por mim a sentir o teu perfume em todo o lado.
Dei por mim a pensar que era TUDO verdade, mas não, isto transformou-se num pesadelo, onde tu me estavas a fugir por entre os meus dedos e eu não te conseguia agarrar.
Era tudo tão perfetio, mas acabou, acabou como tudo acaba um dia.
O para sempre que me prometes-te não existiu e as promessas que me fizeste eram apenas palavras, sem sentimentos.
O teu "amo-te" era tão vulgar como o teu "Olá".
E eu, parva, fui na tua conversa, mas abri os olhos e vi que era tudo mentira, tu não gostavas assim tanto de mim como me tinhas dito.
No primeiro obstáculo abandonaste-me e deixaste a deriva com as minhas lágirmas que já não me obdeciam, apenas caiam sem premissão.
O despertador tocou, abri os olhos, limpei a cara das lágrimas e vi que isto tudo não passava de um simples pesadelo.


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