Hoje abri aquela caixinha onde guardo os nossos segredos, faz tempo que não a visitava por puro medo. Encontrei lá dentro, restos de nós dois. Reli as tuas cartas, aquelas que falavam do teu amor, onde descrevias a tua paixão por mim e por um momento incendiei por dentro. Depois encontrei aquele desenho quando desenhaste um coração e escreveste o nosso nome em letras enormes e assim, o coração que bate dentro do meu peito, bateu insatisfeito. lembrei-me do teu sorriso quando me encontraste, eu amei esse sorriso! O sorriso que jamais esquecerei.
Depois de já estar com o coração estraçalhado, achei aquele e-mail que tu me enviaste a falar do fim, que tinha acabado, que estava tudo terminado. Poucas linhas, rápidas palavras, como se a nossa história tivesse sido transitória.
Ardi de dor, enterrei-me na saudade, depois tranquei a caixinha e parti para a minha realidade fingindo a todos não viver na agonia, mas na verdade o que eu queria era morar dentro daquela caixinha, junto com o meu coração que já vive lá, afinal desde que tu me deixaste foi o único lugar que ele encontrou para continuar a bater.
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